23 Julho, 2008

Sorria, está a ser........gamado!!!....Parte 2

Hoje vem uma notícia no site da Internet da Agência Financeira de que o petróleo caiu 20 dólares numa semana e meia, (+ ou - 12 euros). A mesma notícia relembra também que a 11 de Julho o barril de petróleo cotava-se nos 147 dólares e agora está no patamar dos 127 dólares.

Engraçado é que nestes dias todos que passaram (hoje é dia 23 de Julho) o preço dos combustíveis não baixou 1 único cêntimo!! Ora se o barril de petróleo baixou, mas os preços não, feliz deve estar o presidente da Galp, que assim aumenta os lucros, bem como o nosso governo, que fica com mais uns milhões em impostos, roubados....desculpem....cobrados ao zé povinho!

Os media também tem contribuído para o assunto, mantendo-se silenciosos. Quando o petróleo aumenta, é logo notícia de abertura no Telejornal, mas agora que está a baixar, nem se fala nisso!

Se calhar não convêm avisar a malta que está a ser roubada!

Eu sei que isto se parece um pouco com uma teoria da conspiração, mas é a pura realidade neste nosso país!

O qur também tem muita piada é que no mesmo dia, o presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec), Augusto Cybron, vem criticar os postos de abastecimento das grandes superfícies, dizendo que estes postos "Não vendem os mesmo combustível que nós, é como comprar gato por lebre!"
Deve estar com medo que as pessoas recorram cada vez mais a estas bombas, em detrimento das marcas habituais (Galp, BP, Repsol), fazendo com que os seus lucros destas não aumentem tanto!

Da minha parte, nem 1 cêntimo eu abasteço nas grandes marcas, de à vários anos a esta parte. Prefiro esperar 10/15 minutos na bomba do Jumbo e pagar o gasóleo a 1,35€ em vez do 1,435 que está nas grandes marcas petrolíferas! É só menos 8,5 cêntimos / litro!! E apesar do que o presidente da Anarec possa dizer, o carro faz os mesmos quilómetros, não noto diferença na potência do motor e nunca tive problemas com o motor devido a utilizar este combustível.

09 Julho, 2008

Sorria, está a ser........gamado!!!

Ontem anunciaram no Telejornal que o petróleo nos últimos 2 dias tinha baixado quase 10 dólares por barril. Hoje a Galp aumenta os preços dos combustíveis em 1 cêntimo!!!!!!!

Porra, que realmente já começa a faltar a paciência!!! Quando o petróleo sobe, logo se apressam a actualizar os preços. Agora que desceu, voltam a aumentar!!! Haja paciência!!!

E o povo português continua a pactuar com tudo isto, sem fazer nada para mudar a situação! Quando é que o zé povinho percebe que se quiser e fizer algo, ninguém pode parar a sua vontade!!!



Tenho dito

06 Julho, 2008

2 +2 são 4........ ou será 5???

Estranho como as notas dos exames só serão afixadas amanhã (dia 7, 2ª feira), mas as médias dos vários exames já se sabem desde 6ªfeira!!! A pressa era assim tanta da parte do Min. da Educação em anunciar os resultados? Em se auto-proclamarem como os responsáveis pela melhoria das notas?

Como professor que sou tive acesso a vários exames, incluíndo o de Matemática, que este ano apresentou uma média de 14 valores. Eu, que dei aquela máteria à 7/8 anos e que já não me recordo da maioria, era bem capaz de ter uma nota positiva no exame. Muitas perguntas eram simples, com um grau de dificuldade muito baixo. O Min. da Educação emitiu um comunicado que diz que esta melhoria se deve a "mais tempo de trabalho e estudo por parte dos alunos acompanhado pelos professores [...] no âmbito do Plano de Acção para a Matemática; provas de exame correctamente elaboradas, sem erros e com mais tempo de realização e um maior alinhamento entre o exame, o programa e o trabalho desenvolvido pelos professores".

Agora expliquem-me lá uma coisa, que eu não estou mesmo a perceber. O Plano de acção para a Matemática está a ser aplicado, de à dois anos a esta parte aos alunos do segundo (5º e 6º anos) e do terceiro ciclo (7º ao 9º anos) e em muitas escolas nem sequer foi aplicado aos alunos do 9º ano. E o Ministério vem apontar a aplicação deste plano como um factor importante para a melhoria dos exames dos alunos do 12º ANO!!!! Siim, do 12º ANO!!!!

Há qualquer coisa aqui não bate certo, mas isto é apenas a minha opinião!!

O exame de português apresentou uma média abaixo dos 10 valores, e logo o Ministério veio também anunciar um plano de acção para o Português! Para o ano o exame será "canja"!

Esta é, entre outras, uma prova clara da forma como este Ministério está a manipular a educação deste país, pautando-se pelo facilitismo e para melhorar a estatística. A idea parece ser que vamos mostrar aos nossos jovens de que afinal não é preciso estudar, esforçarem-se! Basta ir às aulas e já passam! E mesno que chumbem por faltas e/ou que sejam suspensos, que tenham 6/7 negativas e não se esforcem um pouco que seja, vamos fazer um exame de recuperação no final do ano, para passar o aluno! Tudo em nome das estatísticas!
Porque a vida é um facilitismo, não é preciso esforçarem-se e lutarem para atingir algo! Esta é mensagem que estamos a transmitir aos jovens. Que desilusão eles vão ter daqui a uns anos!!!

A verdade é que estão a minar as hipóteses de sucesso de uma geração inteira, que vai para a Universidade sem a mínima preparação, habituados a um grau de exigência quase nulo!!! Pena é que daqui a uns anos, quando se perceber bem as consequências destas políticas educativas, ninguém chame a atenção a estas pessoas, ninguém lhes aponte o dedo e os responsabilize!

E os culpados mais uma vez serão os professores, que não fizeram bom trabalho a ensinar, que não se esforçaram! Aí ninguém se vai lembrar que com as mudanças que o Ministério está a inserir na escola, os professores passaram mais tempo no último ano lectivo a ter reuniões, a fazer relatórios e a preencher fichas, do que a fazer aquilo que realmente deviam, preparar e leccionar aulas.

03 Junho, 2008

Coerência.... ou a ausência de qualquer lógica

"A minha consciência tem para mim mais peso do que a opinião do mundo inteiro."
(Cícero)

De facto, no mundo em que hoje vivemos, poucos são aqueles para quem a sua consciência pesa mais que a opinião dos restantes.

Não sendo perfeito, nem tendo qualquer pretensão de o vir a ser, sempre agi e falei de tal forma que as minhas palavras e as minhas acções fossem concordantes. Sempre considerei isso um pilar da minha formação e do meu carácter. Se peço aos meus alunos para não usarem aneis ou pulseiras nas aulas, eu sou o primeiro a fazê-lo também, pois se coloco as regras para eles, também são para mim.

Desde que me lembro de ser assim que me fez, faz e vai continuar a fazer confusão aquelas pessoas que dizem uma coisa e que logo de seguida se viram e fazem algo que é completamente contraditório ao que acabaram de dizer. Onde está a coerência nisto??? Não faz sentido nenhum!

Comecei a tomar particular atenção a esta questão da coerência desde que finalizei o curso e comecei a trabalhar, pois prestava mais atenção às coisas!!! Onde está a coerência de um coordenador exigir aos elementos da sua equipa que cumpram certo código de regras e depois ser ele o primeiro a quebrá-las?

Ao longo deste ano lectivo tenho observado várias situações deste género, em que cada vez mais me custa não chamar à atenção, não apontar o dedo e dizer: "Como é que podes fazer A, quando dizes B?" Como é que estas pessoas conseguem ao final do dia deitar-se na cama e dormir de consciência tranquila? São estas pessoas que para mim perdem o crédito e imagem que tinha delas, sendo que dificilmente estes são restaurados.

À alguns anos atrás um professor de Pedagogia, corrijo, um grande homem que foi meu professor de Pedagogia apresentou numa aula um provérbio chinês que segundo ele era a base do professor:

"Aquilo que tu és e aquilo que tu fazes,
fala tão alto que não oiço aquilo que tu dizes!"

Por outras palavras, não vale a pena dizer algo, quando depois as nossas acções mostram exactamente o oposto daquilo que nós acabámos de dizer. Mais vale não falar sequer.

22 Maio, 2008

O lobby dos combustíveis

A insatisfação perante o aumento constante dos combustíveis entre o comum português é cada vez maior. Na última semana os combustíveis aumentaram 3x, sem ninguém saber porquê!!!

Será que já não está na altura de alguém de direito começar a explicar ao zé povinho porque é que os preços sobem tanto? Acho que seria de bom tom!!!

Quando questionado, o governo diz que mandou a Autoridade da Concorrência investigar. Como todos nós desconfiamos (... ou temos a certeza!), existe concertação de preços entre as principais marcas petrolíferas, mas de certeza que a investigação não vai chegar a essa conclusão, pois alguém provavelmente vai receber umas luvas por baixo da mesa para que as coisas fiquem na mesma! E mesmo que o relatório conclua que existe conluio entre as principais marcas, duvido que algo mude.

O governo diz que é preciso investir nas alternativas ao petróleo e que não pode baixar os impostos sobre o combustível, pois assim não consegue regularizar o défice!!! Mas quem tem que dar o primeiro passo é o governo. Hoje em dia, não existem benefícios de qualquer tipo para quem opta por ter um carro a biogás, eléctrico ou a biocombustível. Se calhar, a introdução de benefícios fiscais nesse sentido era uma boa forma de ajudar o comum português a mudar! Quanto ao défice, eu compreendo a importância de baixá-lo, mas a que preço, a que custos, principalmente a nível económico-social?

Não posso deixar passar também o facto de que o Governo possui grande parte da Galp, sendo que estes aumentos vão também, de forma indirecta, ajudar a encher os cofres do estado, logo para eles, até convêm manter estes preços, pois assim entra mais €€€!

Aquilo que me deixa a pensar é como é que algumas marcas de hipermercados abrem bombas de combustível com preços mais baixos que os praticados pelas principais marcas de combustível? De certeza que não estão a perder dinheiro com o investimento! Mas provavelmente têm uma margem de lucro menor por litro de combustível vendido, sendo que a competitividade dos preços faz com que vendam mais combustível, compensando assim o menor lucro por litro. Isto mostra assim, na minha opinião, a ganância das principais marcas petrolíferas em criar lucros, pois à muito esqueceram e negligenciam aqueles que eles deviam servir e que compra o combustível, o comum português, usando estes aumentos para financiar as suas prospecções e negócios paralelos em outras partes do mundo.

A verdade é que estes aumentos começam a criar alguma pressão social, a criar movimentos contra as principais marcas, (basta ver as sms e e-mails que se tem enviado a incitar ao boicote), pois o aumento dos combustíveis, leva a um aumento de tudo o resto, desde os transportes públicos aos alimentos e outros produtos de primeira necessidade que são transportados via camiões TIR. Se esta situação continuar assim, a esticar o elástico cada vez mais, ele está destinado a partir........ e o povo português já mostrou várias vezes no passado que quando se une contra algo ou alguém, ninguém consegue pará-lo!!! Muito provavelmente, manifestações e movimentos de revolta irão surgir e ganhar força, forçando o governo e as marcas petrolíferas a realizarem alterações.

A Galp anunciou, na noite passada (21 para 22), de que ia aumentar os preços de novo, mas depois voltou atrás na decisão. A BP aumentou mesmo, enquanto que a Repsol também não alterou os preços. Será este recuo da Galp, à última da hora, um sinal? Ou apenas uma coincidência? A ver vamos....... esperamos pelas cenas dos próximos capítulos

07 Maio, 2008

Que futuro....????

Hoje, uma conversa com uma colega que é mãe de uma criança pequena, levou-me a pensar no que ela estava a dizer. Em particular, esta colega queixava-se do preços do alimentos que, ao acreditar na comunicação social, poderão subira até aos 40%. De facto, que futuro estamos nós, humanos a deixar aos que virão a seguir a nós???

Os preços sobem cada vez mais (o exemplo mais comum é o petróleo), muito devido a diversos e poderosos interesses económicos, fazendo com que estes tenham margens de lucros bastante elevadas, mas a que custo na sociedade??? Ao olharem apenas para o seu umbigo, estes grupos económicos provocam um descontrolo económico que irá trazer (ou já trouxe) um mau estar enorme na sociedade, senão mesmo o seu descalabro!

Em particular, neste pequeno país na ponta da Europa, à beira mar plantado,a classe média tem tendência a desaparecer. Os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez pior! Corremos o risco de acontecer algo similar ao que se passa no Brasil, embora em escala mais pequena. Os media falam em como os portugueses têm cada vez menos poder económico, mas vou às marinas e estão cheias de barcos luxuosos, passo pelas estradas e vejo cada vez mais Porsches a circular e outros carros de luxo. Afinal o que se passa aqui???

A mentalidade do "venha a mim" o dinheiro veio para ficar. Ainda mais quando tantos (acredito eu) crimes de corrupção passam impunes, sem que haja uma acção firme sobre as pessoas que os cometem, faz-me pensar..... mas para que raio afinal ando eu a pagar impostos?? Será que vale mesmo a pena andar a ser um cidadão cumpridor???
Aqueles que não pagam impostos, ou que ganham fortunas e só declaram o ordenado mínimo é que se calhar fazem bem!! Não são eles que chegam ao final do mês a ter que contar os tostões! Não são eles que têm que fazer sacrifícios e cedências! E andam uma vida inteira a fazer isto impunes, pois neste Portugal, que cada vez mais parece uma república das bananas, aquilo que parece que realmente vale a pena é ser espertalhão e não honesto.

Assim sendo, e voltando ao assunto do post, que futuro é este que estamos a criar para a próxima geração? Um futuro em que a cunha e a graxa é que são recompensadas, em vez do trabalho honesto? Em que se deixa passar sem castigo tantos ladrões de fato e gravata? Adoro o meu país, mas ao ver aquilo em que nos estamos a tornar, começo a achar que se calhar isto precisa mesmo de uma nova revolta!!!

P.S.- O expoente máximo do "venha a mim" é o Bush sem dúvida nenhuma, que começou uma guerra com falsos pretextos, apenas para que as empresas dos E.U.A. pudessem controlar o petróleo daquele país!!

23 Abril, 2008

A primeira vez

Parecia impossivel, muito improvável...... mas aconteceu!!! Consegui ser colocado numa escola, pela primeira vez após ter terminado o curso, e logo na E.S. Ramada, onde fiz estágio, onde conheço professores, alunos e funcionários, e que está a 200 m (mais metro, menos metro) da minha casa. Melhor ainda é que nas turmas que tenho encontram-se alunos que foram das minhas turmas no ano de estágio!!!

Quem lê isto pode pensar.... mas está quase no final do ano lectivo?! É verdade, de facto irei dar pouco mais de um mês de aulas efectivas, mas pouco me importa. Mesmo que tarde (no ano lectivo), mesmo que por pouco tempo, o que importa é que fui colocado, e logo numa escola onde me sinto em casa. Lá diz o povo, a primeira vez é a que custa mais :)

Hoje leccionei a primeira aula e adorei. São miúdos e miúdas que demonstram vontade de aprender e de querer fazer, bem comportados....no fundo no fundo um espectáculo. As restante turmas também o parecem ser, pelo menos por aquilo que me foi dito pelos outros professores. O apoio e ajuda que já recebi dos outros professores também tem sido um espectáculo, estou mesmo nas "nuvens"

Também tenho uma direcção de turma, uma experiência nova, para aprender.
Andei pela escola hoje com uma alegria imensa, pois apesar de tudo o que se tem dito e escrito sobre a educação, este é o caminho que quero seguir, e comecei de uma óptima maneira, na escola que já conheço como a palma da minha mão.

A alegria não está nas coisas: está em nós.
(Goethe)

11 Abril, 2008

A realização de um sonho

C0m muitos nervos, alguns atrasos por parte do elementos do júri (que não ajudou a acalmar os nervos), mas lá começou a apresentação/defesa da minha tese.

Após a minha apresentação, começou a arguência. Conversa para aqui, dúvida para ali, reconhecer limitações do estudo e as consequências do mesmo, até que após aproximadamente 2h de ter começado, o júri dá por terminada a arguência e reúne para deliberar. Poucos minutos depois é transmitida a notícia - Aprovado com Unanimidade!!!

A descarga de adrenalina que sinto é enorme!! Finalmente tinha atingido a meta com a qual tinha sonhado anos antes e que me tinha proposto a atingir! Quão bom foi ouvir o meu orientador a falar sobre mim, a elogiar a minha capacidade de trabalho, autonomia e outras coisas mais! Será algo que tão cedo não vou esquecer. Ter aquele professor, reconhecido a nível internacional, conhecido pela exigência com os seus alunos, a elogiar-me daquela forma! Sem dúvida que foi a cereja no topo do bolo!!

A vida continua. Começo já a trabalhar, processar e interpretar os restantes dados que recolhi, com o objectivo de começar a escrever o artigo científico para submeter para publicação internacional e para apresentar no Congresso em Julho. Por falar em congresso, como já fui aceite para apresentar o meu estudo no Congresso Europeu de Ciência e Desporto :) atingi alguns dos objectivos a que me tinha proposto para o ano de 2008. Aquele que falta não está propriamente na minha mão (ser colocado na escola), mas para ele continuarei a trabalhar!!

Por último, para aqueles que me julgaram/criticaram quando em 2000, no início da licenciatura, disse que um dia gostava de tirar um mestrado, apenas tenho uma coisa para dizer:

ah!ah!ah!ah! Quem ri por último, ri melhor!

14 Março, 2008

Defesa da tese de Mestrado

Caso não tenham nada de interessante para fazer e/ou se sentirem aborrecidos, ou tiverem insónias e queiram uma ajuda para dormir, venham assistir no dia 9 de Abril (4ª feira), pelas 11h, à defesa da minha tese de mestrado.
A desgraça vai ter lugar na sala de reuniões do Edifício de Ciências de Desporto na Faculdade de Motricidade Humana (FMH).
Espero encontrar-vos lá

03 Março, 2008

Benvinda.....

Benvinda a este mundo!..... Mundo esse que ficou melhor agora que dele fazes parte!

És a 4ª geração de uma linhagem de mulheres de luta, de garra, que sempre que foi necessário puxaram as mangas para cima e lutaram, sem nunca se deixar ir abaixo.

A tua primeira luta da vida já apareceu sem teres culpa de nada! Não temas nada...... mostra apenas que aquilo que te corre nas veias junto com o sangue, é a coragem que caracteriza as mulheres que antes de ti lutaram!!

Eu acredito em ti!

"Tio" Amândio


Não receies a adversidade: lembra-te de que os papagaios de papel sobem contra o vento e não a favor dele.
(H. Mabie)

20 Fevereiro, 2008

A verdade escondida sobre a avaliação dos professores

Peço, por favor, que dediquem uns minutos à leitura deste post, já que é imperioso alertar o país para o estado calamitoso para o qual resvala, irremediavelmente, a Educação em Portugal, caso não se faça nada em contrário. Sou professor e não alimento nem a ilusão nem a pretensão de conseguir mudar muito, mas tento!!!
Este post é um apanhado de várias opiniões de professores quanto à tão falada avaliação do desempenho dos professores.
Àparte a brutalidade do discurso, a situação é gravíssima, muito mais do que transparece tibiamente para o exterior, e este governo incompetente, cínico e prepotente vai conseguir destruir, não apenas o presente, mas, mais gravosamente, o futuro. E não, não estou a ser dramático. Antes estivesse.

1º ponto - Avaliação do desempenho dos professores.

Deve ficar bem claro que os professores querem ser avaliados! Cansados estamos todos de sermos enxovalhados em praça pública, porque nada no sistema distingue os maus profissionais dos bons! Não queremos é esta avaliação. E não é por capricho!!
É por ser abusiva, quase que surreal, de tão distante que está do conhecimento objectivo da realidade escolar. É despótica e brutal em todos os âmbitos, desde a planificação à implementação… chegando, neste caso, a ser perigosa. A incompetência e falta de lisura dos senhores que comandam o Ministério da Educação são gritantes e raia o patético. Não só insultam os professores, mas insultam (e é bom que todos se consciencializem disso) todos os portugueses, sempre que tentam passar a imagem de competência e profissionalismo.
Passemos aos factos, que poderá constatar com toda a facilidade (e nem os mencionarei todos, por serem tantos).
É pedido, digo, exigido, às escolas que, num prazo de 20 dias, a contar da data de publicação do Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro seja implementado o processo de avaliação dos professores com base em documentos, despachos, grelhas, recomendações que, decorridos quinze dias sobre aquele prazo, não foram tornados públicos:
- Faltam as recomendações do Conselho Científico (”os avaliadores procedem, em cada ano escolar, à recolha, através de instrumentos de registo normalizados, de toda a informação que for considerada relevante para efeitos da avaliação do desempenho. Os instrumentos de registo referidos no número anterior são elaborados e aprovados pelo conselho pedagógico dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas tendo em conta as recomendações que forem formuladas pelo conselho científico para a avaliação de professores.” - artigo 6º, ponto 1 e 2);
- Sem aquelas recomendações, o Conselho Pedagógico não pode elaborar e aprovar os tais “instrumentos de registo”, nem se pode proceder à observação de aulas (artigo 17º);
- O regime da “observação de aulas” raia o absurdo, não porque os professores vejam inconveniente em serem observados (são-no, todos os dias), mas pela violência que representa para o avaliador. Invocando um Decreto Lei que, expressamente, referia que a redução dos departamentos para quatro apenas teria efeitos no concurso para titular (200/2007), o Ministério agora exige o que não é apontado neste despacho 2/2008: a reorganização dos departamentos naqueles quatro, instalando mais confusão num processo já de si tão escabroso e provocando a aglomeração grande número de docentes em cada um desses quatro departamentos. Existem departamentos nas escolas que tem mais de 20 professores. Como é possível que uma pessoa consiga assistir a três aulas por ano lectivo (neste ano, generosamente, apenas serão duas) de 20 ou mais professores?
Além disso, como é possível acompanhar as planificações das aulas, diárias, desses professores, reunir com cada um, definir objectivos, estratégias e instrumentos? Tudo isto mantendo um horário completo (sim, porque os avaliadores não têm redução alguma da sua componente lectiva, nem tão pouco qualquer alteração no seu salário, nem direito a horas extraordinárias), tendo o dever maior de cumprir com as suas turmas (que, para mim, é o realmente importante!) e de realizar todo o trabalho proveniente das planificações para essas turmas!!
- É certo que no artigo 12º é apontada a possibilidade do coordenador “delegar as suas competências de avaliador noutros professores titulares, em termos a definir por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.”. Está bom de ver que… falta esse despacho.
- O que falta, por parte do Ministério, não se fica por aqui: falta o despacho que aprova as fichas de avaliação (artigo 35º), como falta o despacho relativo às ponderações dos parâmetros de avaliação (nº 2, artigo 20º), como falta o despacho conjunto de estabelecimento de quotas previsto no nº 4 do artigo 21º, como falta a portaria que define os parâmetros classificativos a realizar pela inspecção (nº 4 do artigo 29º), como falta o diploma que rege a avaliação dos membros dos conselhos executivos que não exercem funções lectivas (nº1 do artigo 31º).
- no artigo 8º pode ler-se: 1 — A avaliação do desempenho tem por referência: a) Os objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades para o agrupamento de escolas ou escola não agrupada; b) Os indicadores de medida previamente estabelecidos pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nomeadamente quanto ao progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e a redução das taxas de abandono escolar tendo em conta o contexto socio-educativo. 2 — Pode ainda o agrupamento de escolas ou escola não agrupada, por decisão fixada no respectivo regulamento interno, estabelecer que a avaliação de desempenho tenha também por referência os objectivos fixados no projecto curricular de turma.
Nada disto existia antes de 10 de Janeiro e não se altera o Regulamento Interno de uma Escola nem o seu Projecto Educativo, documentos estruturantes que envolvem a participação de todas a comunidade escolar (pais, professores, funcionários, alunos, autarquia) em 20 dias! A menos que se faça com a mesma rapidez, consistência e respeito pelos envolvidos com que o Ministério da Educação despacha leis.

2º ponto - Postura do Ministério da Educação

Creio que os aspectos já apontados seriam suficientes para traçar o negro perfil dos órgãos responsáveis pela área de educação, mas este Governo colocou a fasquia bem alta, daí que tenhamos notícia de algumas pérolas de… escapam-me já as classificações…. e que passo a enunciar (pelo menos, as que eu conheço pelos meios de comunicação social:
- Há dois dias atrás, a Sra Ministra respondeu aos jornalistas, a propósito do, chamemos-lhe, mal-estar manifestado pelas escolas, com a candura que caracteriza o seu discurso, que estavam reunidas todas as condições para se proceder à avaliação do desempenho e que o Ministério daria todo o apoio necessário (não encontrei a citação exacta).
No dia seguinte, é comunicado, através do site do Dgrhe (http://www.dgrhe.min-edu.pt/), que “a contagem dos prazos definidos no artigo 24º do Decreto Regulamentar 2/2008 iniciar-se-á na data da divulgação na internet das recomendações do Conselho Científico para a Avaliação de Professores”. Então, não estava tudo a decorrer com normalidade? Até se perdoaria este “lapso” não estivesse o documento eivado de muitas outras arbitrariedades!
- As cerejas no topo do bolo, porque são duas, chegaram hoje com as afirmações do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira: «Os conselhos pedagógicos podem produzir os seus instrumentos sem essas recomendações. Não é obrigatório que as recomendações existam. O decreto regulamentar diz tendo em conta as recomendações que forem formuladas. Se não forem formuladas…»,
(http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=77274)
Creio que nem será necessário comentar uma declaração deste tipo… diz na lei, mas se não aparecerem as recomendações…
Extrapolando: aqueles despachos em falta… se não aparecerem… as escolas improvisarão, que já vão tendo prática disso.
- A outra cereja prende-se com o tal “Conselho Científico”. Aliás, está prevista para hoje a apresentação das famigeradas “recomendações”. O grotesco desta aparente prova de competência está bem expressa em mais uma afirmação do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, que refere que, estando “em funções há vários meses”, a presidente do Conselho Científico, esta elaborará as recomendações!
(http://dn.sapo.pt/2008/01/25/sociedade/ministerio_improvisa_solucoes_para_r.html)
Se isto não é um insulto a tudo o que são os princípios de um estado democrático, já não sei mais o que pensar!
Ora, lê-se no documento aprovado em Conselho de Ministros que regulamenta o Conselho Científico que “Este órgão consultivo será constituído por um presidente, cinco professores titulares em exercício efectivo de funções na educação pré-escolar ou nos ensinos básico e secundário, cinco individualidades em representação das associações pedagógicas e científicas de professores, sete individualidades de reconhecido mérito no domínio da educação e por três representantes do Conselho de Escolas (http://www.min-edu.pt/np3/1459.html).
· Por fim, o próprio Conselho Nacional de Escolas, criado para trabalhar em conjunto com o Ministério da Educação, levando para a mesa de trabalho a experiência de quem lida directamente com as escolas e seu funcionamento prático, tem feito várias recomendações às quais o Ministério não dá ouvidos
(http://jn.sapo.pt/2008/01/25/nacional/conselho_escolas_quer_adiar_avaliaca.html).
O que prova que este Conselho foi criado, apenas, para o Ministério poder invocar uma relação de lisura com as escolas que não acontece de todo.

3º e último ponto - Qualidade de ensino.

Este é, a meu ver, o aspecto mais terrível desta arquitectura que o Ministério montou. Custa-me, na verdade, acreditar que pessoas de bem ajam com tanta leviandade e desprezo pelo futuro do país e é esta a razão da premência do meu apelo:
- Esta torrente de grelhas, recomendações, parâmetros, planificações diárias, instrumentos, registos e afins esgotarão os professores num trabalho inglório e improdutivo, pois não estarão a trabalhar para os alunos, mas para a sua avaliação;
- O mais grave, ainda, gravíssimo! A subordinação da avaliação do desempenho dos professores e a sua progressão na carreira ao sucesso dos alunos (artigo 16º):
— Para o efeito da parte final do número anterior o docente apresenta, na ficha de auto -avaliação, os seguintes elementos:
a) Resultados do progresso de cada um dos seus alunos nos anos lectivos em avaliação:
i) Por ano, quando se trate da educação pré -escolar e do 1.º ciclo do ensino básico;
ii) Por disciplina, quando se trate dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;
b) A evolução dos resultados dos seus alunos face à evolução média dos resultados:
i) Dos alunos daquele ano de escolaridade ou daquela disciplina naquele agrupamento de escolas ou escola não agrupada;
ii) Dos mesmos alunos no conjunto das outras disciplinas da turma no caso de alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;
c) Resultados dos seus alunos nas provas de avaliação externa, tendo presente a diferença entre as classificações internas e externas.

Tenho a certeza que reconhecem de imediato o perigo que isto constitui… nada mais fácil para um professor que “produzir” sucesso. Aliás, estou convicto de que é essa a intenção deste Governo, para assim poder ostentar, com orgulho, as grelhas e os números e o inquestionável sucesso destas medidas… porque os números estão acima de qualquer dúvida!
E, na verdade, tudo estará podre, sob essa capa de êxito. O sistema público de ensino passará a ser um faz-de-conta, um recinto para entreter os jovens… aqueles que não puderem pagar uma escola privada, que lhes garantirá um ensino exigente.
E não olhem com esperança para a alínea c!… a avaliação externa só existe em algumas disciplinas e em alguns níveis de ensino. Como vêem… mais um factor de desigualdade entre professores: uns nunca passarão por essa bitola e serão, com toda a certeza, professores de sucesso! E já nem falo do que é subordinar a qualidade do desempenho de um professor à heterogeneidade das turmas que encontra (ambiente familiar e social, motivações pessoais, capacidades cognitivas, enfim, muitos dados em jogo). Eu já tive boas, menos boas e más turmas: será que a minha competência varia tanto?
Peço perdão pela extensão deste post, mas o problema é por demais sério e, infelizmente, as arbitrariedades são tantas que não as consegui reduzir a menos.

Neste momento, o problema não é só dos professores, é do país inteiro.
A evolução de um país vê-se não pelas estradas que constroi, mas sim pelo valor e importância dado à educação do seu povo, pois é na educação que assenta a base de desenvolvimento de qualquer nação!!!

28 Janeiro, 2008

A impunidade do poder

Recentemente saiu uma notícia na imprensa que apresentava os resultados de um estudo. Estes resultados mostravam que a administração Bush mentiu 935 vezes após o 11 de Setembro, sendo o Bush pessoalmente responsável por 259 mentiras (231 sobre as supostas armas de destruição massiva e 28 sobre os denunciados vínculos do Iraque com a Al-Qaeda, diz o estudo).

Antes da intervenção militar para derrubar o governo do presidente Saddam Hussein, em Março de 2003, o governo Bush afirmou que o líder iraquiano estava envolvido com o terrorismo e desenvolvia armas de destruição massiva. As armas nunca foram encontradas e as investigações posteriores indicaram que não existia essa cumplicidade de Saddam Hussein com o terrorismo.

Charles Lewis e Mark Reading Smith, responsáveis pelo estudo afirmaram«Agora não existe nenhuma dúvida de que o Iraque não tinha armas de destruição massiva ou contactos importantes com a Al-Qaeda».

A verdade é que este palhaço que está na Casa Branca utilizou estas mentiras como forma de justificar uma guerra, embora na verdade o seu verdadeiro objectivo fosse o controlo do petróleo. E pergunto eu: Agora que está provado aquilo que todo o mundo já sabia, não acontece nada?? Ninguém vai junto dele e acusa-o de ter mentido deliberadamente para todo o planeta Terra?? Não é despedido?? Não leva uma repreensão?? Uma reguada na mão??

Devido à ambição e agenda pessoal deste homem e dos seus amigos, morreram milhares de militares e centenas de milhares de inocentes, que nada tinham a ver com o assunto e que provalvemente só queriam ter uma vida tranquila.

Todos sofremos na pele a ambição deste homem, pois a instabilidade que ele criou (e continua a criar) naquela região do mundo fez com que os preços do petróleo disparassem (entre outras consequências), afectando tudo e todos. Mas alguém aponta o dedo a ele??

Num país que é suposto ser o expoente máximo da democracia, como é que admitem que o presidente lhes tenha mentido, levado para a morte milhares de jovens americanos, tudo baseado em mentiras, e mesmo assim continua impune?? Tanta polémica houve quando a Monica Lewinsky se "ajoelhou" perante o Bill Clinton, e agora disto ninguém fala?? País de merd..... esse!!

Mal vejo a hora de ele sair daquele gabinete oval, porque se ele ficasse lá muito mais tempo, temo que iríamos ficar sem planeta para viver!!

22 Janeiro, 2008

Lisboa menina e moça

Ontem ao final do dia desloquei-me à baixa de Lisboa para tratar de uns assuntos. Tenho que admitir que já não ia a esta zona de Lisboa à algum tempo.
E como me senti bem por aquela zona! Os eléctricos antigos (tão característicos de Lisboa) a circular, as ruas cheias de pessoas a passar, o castelo lá no alto! Senti-me mesmo bem enquanto caminhava pela baixa pombalina, que vibrava e emanava energia!
Não sei o meu futuro, nem onde ele me vai levar, mas esta cidade de que tantos não gostam e que tão mal tratada tem sido pelos seus representantes políticos tem realmente uma magia especial. Algo que nos faz ficar preso a ela, e isso não se pode negar. E aquela sensação que tive ontem, vou levá-la sempre comigo, vá para onde for!

15 Janeiro, 2008

Resumo do dia


"Nada aborrece e irrita tanto um homem, do que quando este falha para consigo mesmo!"

Pois é, os aborrecimentos e irritações que tenho para com os outros, rapidamente passam!! Difícil, difícil é passar aqueles que tenho para comigo mesmo!! Aqueles que me fazem chamar nomes e insultar-me a mim próprio.

A ver se o dia de amanhã corre de feição.

08 Janeiro, 2008

O balanço de 2007 e o lançamento de 2008

Há já algum tempo que não me sentava para escrever neste blog. O final do 1º período, o descanso merecido, o Natal e o Ano Novo roubaram-me o tempo. Tenho que admitir que já tinha alguma saudade deste meu pequeno exercício mental. Enfim....adiante que é melhor!!

Há coisa de um ano atrás escrevi um post intitulado ("O ano de 2007..... um pouco atrasado") onde apontava alguns dos meus objectivos para 2007. Sendo que já findou o ano, parece-me bem fazer uma retrospectiva. A dada altura nesse post que escrevi disse que 2007 tinha que ser um ano para mais tarde recordar. E de facto tinha razão!!! Consegui tornar possível e finalizar a minha tese de mestrado (que vou entregar para a semana), e apostei forte a nível profissional, estando agora a colher alguns desses dividendos. Consegui assim atingir os dois principais objectivos a que me tinha proposto à um ano atrás!! VIVA EU!! - falta de modéstia enorme neste comentário, admito :)

Tenho que admitir que não foi fácil, principalmente a nível profissional, onde estive 6 meses (Janeiro a Junho) sem receber ordenado da escola (recebi-o este domingo!!!), sem nunca faltar uma única vez. Valeu a experiência e os amigos que fiz. No ginásio também não foi fácil, com um despedimento e uma reintegração posterior. Houve ali entre Junho e Agosto um período em que vi o meu futuro profissional algo negro! Mas de alguma forma, tudo se resolveu.
Pelo meio uma viagem de carro a Marrocos em Agosto, inesquecível pela aventura/loucura que foi, pelo que conheci, vivenciei e experimentei!

Ainda antes de traçar os objectivos para 2008, não posso deixar de referenciar o acontecimento mais importante para mim no ano de 2007: A rapariga que conheci, que de à largos meses para cá tem sido parte integrante da minha vida, que embarcou e partilhou comigo na aventura a Marrocos, que me atura sempre com um sorriso na cara e com umas palavras doces, que faz de mim um homem feliz, e a quem eu tenho o enorme privilégio e honra de chamar minha namorada!!
(Já tá a ficar muito lamechas, é melhor continuar!!!)

Em resumo, foi o ano em que plantei algumas sementes para o meu futuro (espero!!) e onde acredito ser possível começar já a colher os resultados neste ano de 2008.

Deste modo, e dando seguimento ao que realizei no ano transacto, em 2008 espero conseguir defender a minha tese com sapiência, mostrando o meu conhecimento no assunto; escrever o artigo científico (e analisar os dados que faltam) para poder apresentá-lo no Congresso Europeu da Ciência e Desporto e posteriormente poder ser revisto e publicado em revistas internacionais.

Ao nível da aulas, a paciência e a tranquilidade são qualidades que tenho que desenvolver ainda mais, para superar de forma exemplar o desafio que tenho pela frente com as crianças do Bairro da Cruz Vermelha!! Já agora, se não for demasiado......... ser colocado na escola para o próximo ano lectivo na escola seria o culminar de tudo!! De todo o esforço e de todas as chatices, problemas e obstáculos!!O que vale é que sonhar (por enquanto) ainda não paga imposto!!!

Estamos cá........para continuar a trabalhar e a lutar............e para ver o que acontece!!

09 Dezembro, 2007

O Síndrome da faixa da direita.....2ª parte

Como já disse na primeira parte, actualmente conduzo bastantes quilómetros por semana, o que faz com que veja muita coisa na estrada.

Uma coisa com que me deparo habitualmente é o desrespeito pelas regras de condução nas rotundas!! Deve ser algo que muita gente deve de ter esquecido depois de tirar a carta (Já para nem falar na total ausência de "piscas"!!). Ora segundo o código da estrada, a condução/circulação nas rotundas deve ser feita de modo a dar a esquerda. Por outras palavras, o condutor deve se colocar à esquerda (faixas de rodagem mais internas), colocando-se apenas na faixa da direita antes da sua saída. Só deve entrar na rotunda na faixa de fora quem vai sair na saída imediatamente a seguir àquela em que entrou.

Quantas e quantas vezes não se vê condutores a darem 3/4 de volta a uma rotunda pela faixa de fora, bloqueando a entrada/saída de outros carros da rotunda. O mais giro de tudo (....ou não!!) é que se eu cumprir a regra, indo por dentro da rotunda, se, ao mudar para a faixa da direita, tiver o azar de bater num outro carro, que não cumpre a regra e faz a rotunda por fora, eu é que tenho a culpa, pois ia a mudar de faixa!! Tem piada........ou não!!!

É no mínimo irónico!! Se cumprir o código, arrisco-me a bater e a ter a culpa do acidente. Se não cumprir o código, estou a infringir as regras!!

Devido a este motivo é que os transportes públicos se deslocam na faixa de fora da rotunda (é vê-los no Marquês do Pombal a contornar a rotunda por fora e a tapar o trânsito todo!!). Assim, se baterem, a culpa não é deles!!

Era bom que alguém esclarecesse esse pessoal que anda por aí a conduzir!! Este é mais um pequeno exemplo da total e completa falta de respeito pelas regras de condução que existem em Portugal! Cada vez mais conduzir neste país é um acto de coragem ...... ou será de loucura??!!
E depois fica toda a gente chocada quando se ouve falar nas notícias do número de mortos nas estradas!! Porque será??



(imagem retirada de uma nota técnica da DGV sobre regras de circulação em rotundas com duas ou mais faixas de rodagem)



27 Novembro, 2007

O lobby do ouro negro

Por estes dias tenho recebido uns e-mails a apelar ao pessoal para deixar de colocar combustível nas bombas da Galp e da BP, como forma de forçá-los a começar a baixar os preços. Sendo este (infelizmente) um bem precioso, esta ideia, se bem espalhada, acredito que possa ter algum resultado. Ou então sou apenas eu a querer enganar-me, ainda estou algo indeciso!

A verdade é que mal ouvimos nas notícias que o preço dos combustíveis subiu, é ver as diversas marcas de combustíveis a aumentar os preços. Algo que mete nojo!! E porquê?? Porque o combustível que está a ser comprado hoje, terá que ser refinado e processado, chegando apenas às bombas de combustível daqui a 2 ou 3 meses. Ou seja, só daqui a 2 ou 3 meses é que se devia de aumentar o preço do combustível, pois aí sim, é que estávamos a consumir o combustível que foi comprado àquele preço. Infelizmente esta pequena manobra das companhias petrolíferas faz com que as suas margens de lucro aumentem exponencialmente.

Coincidência ou não, tenho ouvido ultimamente na rádio vários anúncios a incentivar as pessoas a comprar produtos portugueses! Ora se a Galp, companhia petrolífera portuguesa, é sempre a primeira a aumentar os preços (por aquilo que me apercebo), de que vale o incentivo em utilizar produtos portugueses?? Existe aqui alguma incoerência, ou é só impressão minha??

Do preço por litro de combustível, qualquer coisa como 70% a 80% (não sei de cor os números) é de carga fiscal, impostos e outras coisas do género!! Épa, se com tanto imposto sobre o combustível, que deve gerar grandes receitas, não se vê melhorias nenhumas neste país (independentemente do partido que está no governo), será que ao menos dava para baixar essa carga fiscal?? O zé povinho agradece!

Sei que, infelizmente, precisamos daquele que um dia foi apelidado de ouro negro, e que devido ao poder económico que as petrolíferas possuem, dificilmente alguma medida possa vir a ajudar a baixar os preços, a não ser que essa medida parta de uma das companhias petrolíferas!

Eu, neste meu desabafo, acabo por chegar à conclusão que, tenho é que me dar por contente, pois o Jumbo lá do local onde dou aulas este ano tem uma bomba de gasolina. Ao menos lá o combustível é mais barato!!

13 Novembro, 2007

Tio Amândio....a duplicar em breve!!

Pois é! Ao que parece vou ser tio pela 2ª vez :)

Para aqueles que me conhecem, devem-se estar a perguntar: Como é que ele pode ser tio quando é filho único?? A resposta é simples. No lado da família da minha mãe, eu e as minhas primas somos todos filhos únicos, mas sempre fomos unidos (assim como o resto da família). Deste modo, quando surgiu o primeiro rebento de uma das minhas primas eu e a outra prima achámos que era apenas justo auto intitularmo-nos tios!! Agora ao que parece a cegonha já levantou vôo e vem a voar para trazer um segundo rebento! Fico muito contente por a tradição (de filhos únicos) finalmente já não ser o que era e alguém ter decidido quebrá-la! Já estava a perder a piada!!!

Agora numa nota mais séria: Fiquei muito contente com a notícia, espero que tenha muita saúde e que corra tudo bem. Não contem comigo para mudar fraldas, mas podem contar comigo para lhe ensinar a ser um(a) verdadeiro(a) diabinho(a) e por a cabeça dos pais e avós em água! :)
Os meus parabéns aos pais!!

P.S. - Como já tenho um sobrinho, era giro agora ter uma sobrinha!! Eh! Eh! Eh! Fica a sugestão!!

11 Novembro, 2007

Carta aberta

Recebi esta carta aberta no meu mail e achei que devia partilhar aqui, pois mostra bem o descontentamento e revolta que existe no seio dos professores, sendo óbvio que também partilho esses mesmos sentimentos.

Ílhavo, 22 de Outubro de 2007

Ao Senhor Presidente da República Portuguesa: Disse V. Excia, no discurso do passado dia 5 de Outubro, que os professores precisavam de ser dignificados e eu ouso acrescentar: "Talvez V. Excia não saiba bem quanto!"

1. Sou professor há mais de trinta e seis anos e no ano passado tive o primeiro contacto com a maior mentira e o maior engano (não lhe chamo fraude porque talvez lhe falte a "má-fé") do ensino em Portugal que dá pelo nome de Cursos de Educação e Formação (CEF). A mentira começa logo no facto de dois anos nestes cursos darem equivalência ao 9º ano, isto é, aldrabando a Matemática, dois é igual a três! Um aluno pode faltar dez, vinte, trinta vezes a uma ou a várias disciplinas (mesmo estando na escola) mas, com aulas de remediação, de recuperação ou de compensação (chamem-lhe o que quiserem mas serão sempre sucedâneos de aulas e nunca aulas verdadeiras como as outras) fica sem faltas. Pode ter cinco, dez ou quinze faltas disciplinares, pode inclusive ter sido suspenso que no fim do ano fica sem faltas, fica puro e imaculado como se nascesse nesse momento. Qual é a mensagem que o aluno retira deste procedimento? Que pode fazer tudo o que lhe apetecer que no final da ano desce sobre ele uma luz divina que o purifica ao contrário do que na vida acontece. Como se vê claramente não pode haver melhor incentivo à irresponsabilidade do que este.

2. Actualmente sinto vergonha de ser professor porque muitos alunos podem este ano encontrar-me na rua e dizerem: "Lá vai o palerma que se fartou de me dizer para me portar bem, que me dizia que podia reprovar por faltas e, afinal, não me aconteceu nada disso. Grande estúpido!"

3. É muito fácil falar de alunos problemáticos a partir dos gabinetes mas a distância que vai deles até às salas de aula é abissal. E é-o porque quando os responsáveis aparecem numa escola levam atrás de si (ou à sua frente, tanto faz) um magote de televisões e de jornais que se atropelam uns aos outros. Deviam era aparecer nas escolas sem avisar, sem jornalistas, trazer o seu carro particular e não terem lugar para estacionar como acontece na minha escola. Quando aparecem fazem-no com crianças escolhidas e pagas por uma empresa de casting para ficarem bonitos (as crianças e os governantes) na televisão. Os nossos alunos não são recrutados dessa maneira, não são louros, não têm caracóis no cabelo nem vestem roupa de marca. Os nossos alunos entram na sala de aula aos berros e aos encontrões, trazem vestidas camisolas interiores cavadas, cheiram a suor e a outras coisas e têm os dentes em mísero estado. Os nossos alunos estão em estado bruto, estão tal e qual a Natureza os fez, cresceram como silvas que nunca viram uma tesoura de poda. Apesar de terem 15/16 anos parece que nunca conviveram com gente civilizada. Não fazem distinção entre o recreio e o interior da sala de aula onde entram de boné na cabeça, headphones nos ouvidos continuando as conversas que traziam do recreio. Os nossos alunos entram na sala, sentam-se na cadeira, abrem as pernas, deixam-se escorregar pela cadeira abaixo e não trazem nem esferográfica nem uma folha de papel onde possam escrever seja o que for. Quando lhes digo para se sentarem direitos, para se desencostarem da parede, para não se virarem para trás olham-me de soslaio como que a dizer "Olha-me este!" e passados alguns segundos estão com as mesmas atitudes.

4. Eu não quero alunos perfeitos. Eu quero apenas alunos normais!!! Alunos que ao serem repreendidos não contradigam o que eu disse e que ao serem novamente chamados à razão não voltem a responder querendo ter a última palavra desafiando a minha autoridade, não me respeitando nem como pessoa mais velha nem como professor. Se nunca tive de aturar faltas de educação aos meus filhos por que é que hei-de aturar faltas de educação aos filhos dos outros? O Estado paga-me para ensinar os alunos, para os educar e ajudar a crescer; não me paga para os aturar! Quem vai conseguir dar aulas a alunos destes até aos 65 anos de idade? Actualmente só vai para professor quem não está no seu juízo perfeito mas se o estiver, em cinco anos (ou cinco meses bastarão?) os alunos se encarregarão de lhe arruinar completamente a sanidade mental. Eu quero alunos que não falem todos ao mesmo tempo sobre coisas que não têm nada a ver com as aulas e quando peço a um que se cale ele não me responda: "Por que é que me mandou calar a mim? Não vê os outros também a falar?" Eu quero alunos que não façam comentários despropositados de modo a que os outros se riam e respondam ao que eles disseram ateando o rastilho da balbúrdia em que ninguém se entende. Eu quero alunos que não me obriguem a repetir em todas as aulas "Entram, sentam-se e calam-se!" Eu quero alunos que não usem artes de ventríloquo para assobiar, cantar,grunhir, mugir, roncar e emitir outros sons. É claro que se eu não quisesse dar mais aulas bastaria perguntar quem tinha sido e não sairia mais dali pois ninguém assumiria a responsabilidade. Eu quero alunos que não desconheçam a existência de expressões como"obrigado", "por favor" e "desculpe" e que as usem sempre que o seu empregose justifique. Eu quero alunos que ao serem chamados a participar na aula não me olhem comentando interiormente "Mas o que é que este quer agora?" e demorem uma eternidade a disponibilizar-se para a tarefa como se me estivessem afazer um grande favor. Que fique bem claro que os alunos não me fazem favor nenhum em estarem na aula e a portarem-se bem. Eu quero alunos que não estejam constantemente a receber e a enviar mensagens por telemóvel e a recusarem-se a entregar-mo quando lho peço para terminar esse contacto com o exterior pois esse aluno "não está na sala", está com a cabeça em outros mundos. Eu sou um trabalhador como outro qualquer e como tal exijo condições de trabalho! Ora, como é que eu posso construir uma frase coerente, como é que eu posso escolher as palavras certas para ser claro e convincente se vejo um aluno a balouçar-se na cadeira, outro virado para trás a rir-se, outro a mexer no telemóvel e outro com a cabeça pousada na mesa a querer dormir? Quando as aulas são apoiadas por fichas de trabalho gostaria que os alunos, ao sair da sala, não as amarrotassem e deitassem no cesto do lixo mesmo à minha frente ou não as deixassem "esquecidas" em cima da mesa. Nos últimos cinco minutos de uma aula disse aos alunos que se aproximassem da secretária pois iria fazer uma experiência ilustrando o que tinha sido explicado e eles puseram os bonés na cabeça, as mochilas às costas e encaminharam-se todos em grande conversa para a porta da sala à espera que tocasse. Disse-lhes: "Meus meninos, a aula ainda não acabou! Cheguem-se aqui para verem a experiência!" mas nenhum deles se moveu um milímetro!!! Como é possível, com alunos destes, criar a empatia necessária para uma aula bem sucedida? É por estas e por outras que eu NÃO ADMITO A NINGUÉM, RIGOROSAMENTE A NINGUÉM, que ouse pensar, insinuar ou dizer que se os meus alunos não aprendem a culpa é minha!!!

5. No ano passado tive uma turma do 10º ano dum curso profissional em que um aluno, para resolver um problema no quadro, tinha de multiplicar 0,5 por 2 e este virou-se para os colegas a perguntar quem tinha uma máquina de calcular!!! No mesmo dia e na mesma turma outro aluno também pediu uma máquina de calcular para dividir 25,6 por 1. Estes alunos podem não saber efectuar estas operações sem máquina e talvez tenham esse direito. O que não se pode é dizer que são alunos de uma turma do 10º ano!!! Com este tipo de qualificação dada aos alunos não me admira que, daqui a dois ou três anos, estejamos à frente de todos os países europeus e do resto do mundo. Talvez estejamos, só que os alunos continuarão a ser brutos, burros, ignorantes e desqualificados mas com um diploma!!!

6. São estes os alunos que, ao regressarem à escola, tanto orgulho dão ao Governo. Só que ninguém diz que os Cursos de Educação e Formação são enormes ecopontos (não sejamos hipócritas nem tenhamos medo das palavras) onde desaguam os alunos das mais diversas proveniências e com histórias de vida escolar e familiar de arrepiar desde várias repetências e inúmeras faltas disciplinares até famílias irresponsáveis. Para os que têm traumas, doenças, carências, limitações e dificuldades várias há médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos, em quantidade suficiente, para os ajudar e complementar o trabalho dos professores?Há alunos que têm o sublime descaramento de dizer que não andam na escola para estudar, mas para "tirar o 9º ano". Outros há que, simplesmente, não sabem o que andam a fazer na escola. E, por último, existem os que se passeiam na escola só para boicotar asaulas e para infernizar a vida aos professores. Quem é que consegue ensinar seja o que for a alunos destes? E por que é que eu tenho de os aturar numa sala de aula durante períodos de noventa e de quarenta e cinco minutos por semana durante um ano lectivo? A troco de quê? Da gratidão da sociedade e do reconhecimento e do apreço do Ministério não é, de certeza absoluta!

7. Eu desafio seja quem for do Ministério da Educação (ou de outra área da sociedade) a enfrentar (o verbo é mesmo esse, "enfrentar", já que de uma luta se trata), durante uma semana apenas, uma turma destas sozinho, sem jornalistas nem guarda-costas, e cumprir um horário de professor tentando ensinar um assunto qualquer de uma unidade didáctica do programa escolar. Eu quero saber se ao fim dessa semana esse ilustre voluntário ainda estará com vontade de continuar. E não me digam que isto é demagogia porque demagogia é falar das coisas sem as conhecer e a realidade escolar está numa sala de aula com alunos de carne, osso e odores e não num gabinete onde esses alunos são números num mapa de estatística e eu sei perfeitamente que o que o Governo quer são números para esse mapa, quer os alunos saibam estar sentados numa cadeira ou não (saber ler e explicar o que leram seria pedir demasiado pois esse conhecimento justificaria equivalência, não ao 9º ano,mas a um bacharelato). É preciso que o Ministério diga aos alunos que a aprendizagem exige esforço, que aprender custa, que aprender "dói"! É preciso dizer aos alunos que não basta andar na escola de telemóvel na mão para memorizar conhecimentos, aprender técnicas e adoptar posturas e comportamentos socialmente correctos. Se V.Excia achar que eu sou pessimista e que estou a perder a sensibilidade por estar em contacto diário com este tipo de jovens, pergunte a opinião de outros professores, indague junto das escolas, mande alguém saber. Mas tenha cuidado porque estes cursos são uma mentira! Permita-me discordar de V. Excia mas dizer que os professores têm de ser dignificados é pouco, muito pouco mesmo.

Atenciosamente

28 Outubro, 2007

O síndrome da faixa da direita

Por vários motivos, viajo todos os dias em vias rápidas que possuem pelo menos 3 faixas em Lisboa e na periferia, e tenho começado a reparar numa tendência um pouco estranha: É que ninguém conduz na faixa da direita!!!

Com a excepção dos camiões e camionetas de carga, é ver a esmagadora maioria dos veiculos na faixa do meio, mesmo quando são os únicos carros na faixa de rodagem!! Ora, isto para mim apenas tem uma explicação! Será que é ideia geral dos condutores de que quem conduz na faixa da direita são os velhos ou os gaijos que não andam nada?

Ora, como todo o condutor português por defeito após 6 meses de carta se considera uma Fittipaldi ao volante, deve de achar que a faixa da direita não é para ele, logo vá de conduzir na faixa do meio, mesmo a velocidades de 70-80km/h.

O que acaba então por acontecer é que, se uma pessoa cumprir as regras e se colocar na faixa da direita (normalmente a mais desimpedida), no limite máximo de velocidade permitido por lei, passa por inúmeros carros que se deslocam na faixa do meio, o que não deixa de ser algo divertido! Já me aconteceu alguns darem-se ao trabalho de apitar e fazer sinais de luzes, pois para eles eu devo de estar a cometer uma estupidez enorme! Realmente, desde quando alguém no seu perfeito juízo mental vai conduzir na faixa da direita??!!

A esta gente é preciso que alguém explique com desenhos (como se faz às crianças) que não é contra o código da estrada eu deslocar-me a 120km/h na faixa da direita e passar por eles! Seria ilegal sim, se eu fosse na faixa do meio, passasse para a faixa da direita para ultrapassar e depois voltasse para a faixa do meio!

Já agora, alguém também diga a esta gente, que ao deslocarem-se na faixa do meio a velocidades reduzidas (80km/h), são muitas vezes mais perigosos do que muitos que andam a 200km/h! Por alguma coisa a regra de conduzir o mais à direita possível existe! É pena é que se tenham esquecido dela e de muitas outras no dia em que lhes entregaram a carta! Por algum motivo continuamos a ser dos países da Europa com mais mortes na estrada! É pelo egocêntrismo que cada vez mais caracteriza a nossa sociedade! Só se olha para o próprio umbigo e esquece-se que também existem mais condutores na estrada!
Fica o desabafo!!