08 Novembro, 2009
20 anos depois....
27 Outubro, 2009
Lição de humildade
12 Setembro, 2009
A minha actual condição de vida!!!
Já passámos por duas fases diferentes de concurso. Na primeira fase entraram aqueles professores que fazem parte dos quadros e pouco mais. Na segunda entraram os restos dos quadros e alguns (poucos, cerca de 300) contratados.
03 Agosto, 2009
Há quanto tempo....
11 Março, 2009
Futuro sem luz
03 Março, 2009
Os efeitos da educação e a falta de humildade
07 Fevereiro, 2009
A fase do sofá!
12 Janeiro, 2009
O ano da crise
30 Dezembro, 2008
Os primeiros passos
26 Dezembro, 2008
Início de ano difícil...e final também nada fácil
19 Dezembro, 2008
Uma data algo ínfame...
12 Dezembro, 2008
Descanso, repouso......férias
03 Dezembro, 2008
De certeza que é aqui que mora???
04 Novembro, 2008
Desabafo (mais um.......)
"Aquilo que tu és e aquilo que tu fazes, fala tão alto, que não oiço aquilo que tu dizes"
29 Outubro, 2008
Um concelho algo diferente
12 Outubro, 2008
Objectivos do professor - Para a sra. Ministra
No presente ano lectivo tenho como primeiro objectivo não permitir que o clima que se abateu sobre o corpo docente da escola venha a afectar o meu desempenho profissional. Coloco este objectivo em primeiro lugar porque acredito que o bem-estar físico, mental e psicológico do professor é fundamental para o sucesso do seu trabalho junto de alunos adolescentes. Considero que esbracejamos num mar de condicionalismos adversos mas estou determinada a fazer o melhor para não ver descer os níveis de sucesso que, até esta data, consegui, o que é, já de si, neste momento, um objectivo bastante ambicioso.
Na data em que me é exigida a definição de objectivos, só posso afirmar que pretendo manter os níveis de sucesso que desde que sou professor traço para as minhas turmas no início de cada ano lectivo, e que nunca pode ser abaixo dos 100%. Passo a explicar o que, parecendo-me bastante óbvio, no actual cinzentismo demolidor pode não ser bem compreendido.
É dado aceite que a grande maioria dos alunos (do 3º ciclo ou do secundário) chega a este patamar com um elevado défice de competências acumulado que, só por excepção, poderá ser resolvido na e pela escola. Parece-me, aqui, inoportuno reflectir sobre causas que são anteriores e exteriores à nossa escola e ao meu trabalho.
Ao aceitarmos a inscrição de um aluno num determinado nível de ensino – conscientes, embora, de que ele não reúne os pré-requisitos mínimos desejáveis – estamos a conceder-lhe o direito à progressão e a comprometer-nos com ele nesse desafio. Enquanto professora da escola é nesse momento que se estabelece o meu compromisso de garantir aos meus alunos todas as condições ao meu alcance para a progressão de ano.
Penso eu que, ao traçar – por hipótese - uma meta de 95% de sucesso para uma turma, estaria, implicitamente, a expectar que 5% dos alunos com quem vou trabalhar não fossem bem sucedidos. Os alunos que tenho perante mim, na turma, não são percentagens, são pessoas. Sabendo-se que as expectativas determinam, de certa forma, os resultados e que, os alunos-pessoas com os quais me comprometo contam comigo, como eu conto com eles, para que os resultados não nos decepcionem.
- coloco a tónica da minha actividade docente no reforço da motivação, da auto-estima, e da confiança;
- valorizo todo o conhecimento adquirido anteriormente;
- procuro desenvolver nos meus alunos capacidades, atitudes e comportamentos de maior autonomia na regulação dos seus comportamentos escolares;
. planifico todas as actividades tendo em conta “as características dos alunos, a qualidade das suas aprendizagens anteriores e as condições socioeducativas em que vivem”;
- “adopto metodologias e estratégias ajustadas às características dos alunos e às competências a desenvolver”;
- avalio em função da progressão das aprendizagens.
Estarei, como sempre estive, atento a situações que indiciem desmotivação, desinteresse e abandono escolar, não em função das metas definidas pela escola ou pelo ministério - menos ainda tendo em mente a minha avaliação - mas porque em cada aluno existe uma pessoa e um futuro. Actuarei da forma que cada situação requerer.
Como as classificações dos professores estão limitadas por quotas, duvido que vá ter "muito bom" ou "excelente", pois sou o professor mais novo do meu departamento, ficando-me pelo "bom". Assim, muito possivelmente vou ter uma avaliação abaixo daquela que é real, apenas porque estou fora da quota estabelecida! Afirmo isto, ainda antes de ser avaliado, porque acredito nas minhas capacidades, sou apaixonado pelo que faço e como tal empenhado e motivado (embora essa motivação ande em montanha russa, sempre a subir e descer) e porque também acredito nas capacidades dos meus alunos.
Deste modo, vou ser prejudicado quando concorrer, pois como não tive "muito bom" ou "excelente" não vou ter correspondete bonificação e sou reencaminhado para o final da lista, após 3 anos a lutar para subir uns quantos lugares nela!
Por tudo isto, pelo fim de semana que passei em frente ao computador a ler papelada e decretos-lei, sendo "forçado" a relegar para segundo plano o planeamento das minhas aulas, fazendo com que este aconteça em cima do joelho, muito obrigado sra. Ministra por mais uma tentativa de comprometer o meu futuro!
A minha única esperança por vezes centra-se na crença que, como tantas outras coisas, isto é um ciclo e que melhores tempos virão! Senão, em poucos anos arrependo-me da profissão que escolhi para mim, que com muito orgulho proclamo e defendo, sabendo que como em todas as profissões, existem bons e maus profissionais, mas se está a ler este post, pode agradecê-lo ao professor que a(o) ensinou a ler!
Sou professor!!!