"A minha consciência tem para mim mais peso do que a opinião do mundo inteiro."
(Cícero)
(Cícero)
De facto, no mundo em que hoje vivemos, poucos são aqueles para quem a sua consciência pesa mais que a opinião dos restantes.
Não sendo perfeito, nem tendo qualquer pretensão de o vir a ser, sempre agi e falei de tal forma que as minhas palavras e as minhas acções fossem concordantes. Sempre considerei isso um pilar da minha formação e do meu carácter. Se peço aos meus alunos para não usarem aneis ou pulseiras nas aulas, eu sou o primeiro a fazê-lo também, pois se coloco as regras para eles, também são para mim.
Desde que me lembro de ser assim que me fez, faz e vai continuar a fazer confusão aquelas pessoas que dizem uma coisa e que logo de seguida se viram e fazem algo que é completamente contraditório ao que acabaram de dizer. Onde está a coerência nisto??? Não faz sentido nenhum!
Comecei a tomar particular atenção a esta questão da coerência desde que finalizei o curso e comecei a trabalhar, pois prestava mais atenção às coisas!!! Onde está a coerência de um coordenador exigir aos elementos da sua equipa que cumpram certo código de regras e depois ser ele o primeiro a quebrá-las?
Ao longo deste ano lectivo tenho observado várias situações deste género, em que cada vez mais me custa não chamar à atenção, não apontar o dedo e dizer: "Como é que podes fazer A, quando dizes B?" Como é que estas pessoas conseguem ao final do dia deitar-se na cama e dormir de consciência tranquila? São estas pessoas que para mim perdem o crédito e imagem que tinha delas, sendo que dificilmente estes são restaurados.
À alguns anos atrás um professor de Pedagogia, corrijo, um grande homem que foi meu professor de Pedagogia apresentou numa aula um provérbio chinês que segundo ele era a base do professor:
"Aquilo que tu és e aquilo que tu fazes,
fala tão alto que não oiço aquilo que tu dizes!"
Por outras palavras, não vale a pena dizer algo, quando depois as nossas acções mostram exactamente o oposto daquilo que nós acabámos de dizer. Mais vale não falar sequer.